
Biomas brasileños · una travesía documental
Pantanal
En el Pantanal, el paisaje avanza y retrocede con el agua. Campos inundados, bosques, corixos, ríos, bahías, peces y aves forman un horizonte que cambia con la estación. El mismo lugar puede ser paso, refugio, pastizal o espejo, según el pulso de la inundación.
Un paisaje de aproximación
Llegar al Pantanal es atravesar un territorio en el que ríos, carreteras, embarcaciones y trabajo dependen de la estacionalidad del agua.

I · Muchos mundos en un solo bioma
El paisaje no es un vacío entre dos extremos.
La diversidad pantaneira nace de la alternancia entre ambientes acuáticos, terrestres y de transición. Campos, bosques y áreas inundables se conectan con las cabeceras del Alto Paraguay y con las transiciones hacia el Cerrado, la Amazonia y el Chaco. El agua crea áreas de alimentación y refugio, sostiene peces y aves, modifica los pastizales e influye en la pesca y el turismo. Esta continuidad impide tratar la llanura como una colección de fragmentos: es diversa porque está conectada, y vulnerable por la misma razón.
Una travesía en imágenes










II · Agua, suelo y tiempo
El ciclo no es un escenario: organiza la vida.
Entre 1985 e 2023, a área alagada chegou a 3,3 milhões de hectares em 2023, 61% abaixo da média histórica. No planalto da Bacia do Alto Paraguai, o uso antrópico passou de 22% para 42%. Estudo hidroclimático atribuiu 96% das mudanças de escoamento, nos regimes analisados, à variabilidade climática; isso não elimina o papel potencial da aridez e do uso da terra na vulnerabilidade do pulso de inundação.


III · Trabajo, producción y conocimiento
Un paisaje también sostiene a las personas.
Pecuária, pesca, turismo e navegação dependem de uma paisagem que alterna cheia e seca. Em 2019–2020, a estiagem baixou o rio Paraguai, restringiu o transporte e ampliou incêndios que atingiram biodiversidade, agronegócio e pecuária. A área de pastagem para gado dobrou entre 1990 e 2021, chegando a 2,54 milhões de hectares. Isso situa o trabalho no bioma sem atribuir a toda produção um dano único.
IV · Elecciones antes del escaparate
Producir es elegir lo que el paisaje tendrá que soportar.
Toda política ambiental escolhe o que consegue enxergar. Rastrear uma commodity exige localizar propriedades, datar conversões e distinguir floresta, campo, savana e zona úmida. A regra europeia para gado e soja exige diligência contra desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020, mas seu alcance jurídico se organiza principalmente em torno de floresta e degradação florestal.

V · Cuando la conversación llega de lejos
La cadena no termina en la frontera.
A conexão externa é documentável sem virar uma linha reta entre consumidor e seca. A Environmental Justice Foundation relacionou propriedades pantaneiras ao mercado da Unión Europea e identificou 40.246,9 hectares de vegetação nativa convertidos em pastagem, entre 2012 e 2021, dentro de propriedades ligadas a esse mercado. A norma europeia, porém, mede o desmatamento segundo categorias centradas na floresta. Assim, uma área úmida decisiva para o ciclo do Pantanal pode ser convertida sem ser automaticamente lida como desmatamento florestal. A regulação cria pressão por rastreabilidade, mas não garante a conservação integral da paisagem. O que o mercado consegue provar coincide com o que o bioma precisa conservar?
La pregunta que permanece
O Pantanal pode enfrentar uma seca sem causa única, enquanto a regra que limpa cadeias de gado e soja ainda enxerga melhor a floresta do que a área úmida.
VI · El límite de la inferencia
La crítica solo vale cuando no rebasa la prueba.
Os dados não provam que a agropecuária isoladamente produziu a seca, que toda pecuária é destrutiva ou que toda exportação europeia é irregular. Também não identificam, sem registros adicionais, a origem de cada lote nem o nexo de uma empresa específica com cada dano.

VII · Lo que permanece
Un paisaje que exige más que una opinión prefabricada.
A água sustenta biodiversidade, renda e circulação, mas sua dinâmica começa também nas cabeceiras e atravessa mercados distantes. Ler o Pantanal exige aproximar clima, território e comércio sem confundi-los. Proteger o bioma depende de reconhecer o que as categorias jurídicas e os mapas ainda não conseguem ver.
Después de la evidencia
A água sustenta biodiversidade, renda e circulação, mas sua dinâmica começa também nas cabeceiras e atravessa mercados distantes. Ler o Pantanal exige aproximar clima, território e comércio sem confundi-los. Proteger o bioma depende de reconhecer o que as categorias jurídicas e os mapas ainda não conseguem ver.
Mirar hasta el final también es una forma de cuidar.
A água sustenta biodiversidade, renda e circulação, mas sua dinâmica começa também nas cabeceiras e atravessa mercados distantes. Ler o Pantanal exige aproximar clima, território e comércio sem confundi-los. Proteger o bioma depende de reconhecer o que as categorias jurídicas e os mapas ainda não conseguem ver.
📚 Referencias
- 1.MapBiomas, La reducción de la superficie de agua en el Pantanal favorece los incendios, 2024
- 2.Caballero et al., Decadal hydroclimatic changes in the Pantanal, Scientific Reports, 2025
- 3.Marengo et al., Extreme Drought in the Brazilian Pantanal in 2019–2020, Frontiers in Water, 2021
- 4.Environmental Justice Foundation, EU supply chains drive deforestation in biodiversity hotspot, 2023
- 5.Unión Europea, Regulation (EU) 2023/1115, EUR-Lex, 2023
- 6.CPI/PUC-Rio, Brazilian Environmental Policies and the New European Union Regulation for Deforestation-Free Products, 2023