Editorial
Análise, dados e contexto
Matérias longas sobre o que move o Brasil — pesquisa checada, fontes citadas, leitura sem pressa.
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O colchão voltou — e a indústria não está mais embaixo dele
Em 2025 o Brasil exportou o recorde de US$ 348,7 bilhões, com volumes recordes de minério, soja e petróleo ao mesmo tempo. No mesmo país, a indústria de transformação responde por menos de 11% do PIB. Uma tese da LSE explicou como a riqueza do solo financiava a fábrica brasileira. Esta investigação pergunta o que aconteceu com o encanamento entre as duas.

A proteção que não alcança quem mais precisa
Quando a Coreia do Sul democratizou e criou proteção trabalhista, em 1988, ela desenhou uma porta: só empresas com mais de dez empregados. Quem estava abaixo ficou fora. O Brasil tem uma porta equivalente — só que ela não mede o tamanho da empresa. Mede o nome do vínculo. E 38,5 milhões de pessoas estão do lado de fora dela.
Matérias recentes

A montadora bem menos eficiente que a Toyota — e que lucrava mais
Entre 1985 e 1996, a Hyundai teve taxa de lucro maior que a da Toyota — sendo muito menos produtiva. Uma tese da London School of Economics mostra por que esse absurdo aparente é, na verdade, a regra que organiza a indústria mundial — e por que o Brasil, com salários igualmente baixos, ficou de fora.

A Coreia do Sul não enriqueceu porque estudou — estudou porque enriqueceu
A explicação mais repetida sobre o milagre coreano diz que tudo começou na escola. Uma tese da London School of Economics mostra que a ordem dos fatos é outra: quando a Coreia começou a exportar, sua população tinha menos anos de estudo que a brasileira. O que ela tinha era outra coisa — e o preço apareceu nos números de acidentes e mortalidade.

A usina que o Banco Mundial disse que não devia existir
Em 1968, a Coreia do Sul decidiu construir uma siderúrgica maior que seu próprio mercado, contra o conselho de todos. Duas décadas depois, a POSCO rodava a 99% da capacidade e as estatais brasileiras davam prejuízo. Uma tese da LSE mostra onde estava a diferença real — e não era competência de gestão.

O país que lucrava sem precisar competir
Uma tese da London School of Economics compara Brasil e Coreia do Sul ao longo de cinquenta anos e chega a uma explicação incômoda para o quebra-cabeça brasileiro: a indústria daqui era lucrativa sem ser eficiente porque vivia de uma fatia da riqueza do solo. Sem competir, não havia por que aprender a competir.

O número em dólar que mente: como ler "custo do trabalho"
Entre 2012 e 2025, o salário mínimo brasileiro subiu 144% em reais e caiu 15% em dólares. É o mesmo salário, no mesmo país, no mesmo período — e duas conclusões opostas sobre o custo do trabalho no Brasil. Esta investigação da Sip Dölyn recalcula a conta a partir do Banco Central e mostra por que a moeda em que se mede decide a resposta.
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O Brasil ganhou a corrida do lingotamento. E não está na corrida seguinte

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Economia

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